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VÍDEO: famílias de assentamento em MT se arriscam em ponte de madeira precária
29/07/2026
(Foto: Reprodução) Moradores de assentamento se arriscam em ponte de madeira destruída em MT
A família da dona Maria dos Santos Lima enfrenta há quatro anos o medo de passar por uma ponte de madeira destruída de aproximadamente 120 metros de extensão dentro do assentamento Antônio Conselheiro, localizada na divisa dos municípios de Tangará da Serra e Barra do Bugres, a 242 e 164 km de Cuiabá, respectivamente.
O município de Barra do Bugres, responsável pela ponte, informou que já solicitou madeiras que estão apreendidas na Secretaria Estadual de Meio-ambiente (Sema) para reformar a estrutura, mas não teve uma resposta. Já a Defesa Civil estadual disse que acompanha a situação e orientou a gestão pública a decretar emergência pública no local.
Mesmo com medo, a necessidade da travessia é maior. “Eu passo e meu coração chega a gelar. Para voltar para casa vou ter que passar de novo. É uma pouca vergonha que esses políticos veem uma situação dessas há tanto tempo que essa ponte está estragada e não tomam providência, mesmo sabendo o tanto de gente que precisa passar de um lado para outro”, desabafou.
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Em fevereiro deste ano, uma equipe técnica da Secretaria de Infraestrutura de Tangará da Serra vistoriou o local e constatou diversos problemas na estrutura da ponte. Reparos paliativos foram feitos na parte superior, segundo os moradores. Desde então, a situação piorou. Ao menos 90 famílias dependem da travessia, o que limita o acesso à saúde e à educação.
“O jeito é fazer outra ponte. Não é fácil, não. Essa ponte nem é tão velha. Acho que foi a madeira que colocaram que é fraca demais. Está feio, horrível. É triste. Eu nem ia passar aqui, eu ia dar a volta, que é mais longe. Eu liguei para meus cunhados para dar uma olhada se dá para passar. Só que é perigoso”, disse o motorista e marido de dona Maria, José Valdecir Lima.
A única passagem mais segura fica a 40 km, mas aumenta o tempo da viagem, o que se torna inviável para os moradores, que pedem por um acesso de concreto sobre o Rio Sepotuba, um dos principais afluentes da bacia do Rio Paraguai.
Para o lavrador José Pereira dos Santos, a travessia precisa trazer mais segurança para quem trafega para que a região não fique isolada.
“Para nós, é necessária essa ponte porque ela liga todos os lados aqui. Se quiser ir para Tangará passando por dentro do assentamento. Quem vem de Tangará e passar pela Marechal vai sair aqui”, disse. A gente tinha problemas de estrada, mas já foram consertadas. E a gente quer passar, ninguém quer dar volta de 40 km”, contou.
Ponte de madeira precária coloca moradores em risco em MT
Rogério Júnior/TVCA