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Suspeito de estupro coletivo de adolescente indígena é preso no interior do Amazonas
19/10/2026
(Foto: Reprodução) Homem identificado como Awano Kanamari foi preso suspeito de envolvimento em estupro de adolescente indígena no Amazonas.
Divulgação/PC-AM
Um homem, identificado como Awano Kanamari, foi preso nesta segunda-feira (19) suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente indígena de 15 anos, ocorrido em setembro deste ano, na Comunidade Catitu, zona rural de Itamarati.
Awano se entregou à polícia no início da tarde, após passar um mês foragido. Segundo apurado pela Rede Amazônica, ele estava no município de Eirunepé e retornou à Itamarati nesta segunda para ir até a 68ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).
Em depoimento, Awano negou ter praticado o ato sexual e afirmou que participou apenas filmando o crime. Segundo a defesa da vítima, a jovem reconheceu o suspeito como um dos homens que cometeu o abuso.
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Esta foi a segunda prisão de envolvidos no estupro da adolescente indígena. Em 9 de outubro, um homem identificado como Zeca Bomba foi preso na própria casa, em Itamarati, e confirmou ter tido uma "pequena participação" no crime. A polícia não divulgou mais informações sobre a participação.
Outras duas pessoas seguem foragidas. São elas:
Tucuwi Carlinhos dos Santos Kanamari;
Kodo Isaias Kanamari.
Durante o andamento das investigações, um quinto suspeito, cujo a identidade não foi divulgada, também foi identificado. Segundo a Polícia Civil, deverá ser solicitada a prisão preventiva dele.
Outros dois homens são suspeitos de auxiliar na fuga dos investigados e deverão prestar depoimento. As diligências continuam para localizar os demais envolvidos.
Relembre o caso
A adolescente foi vítima de estupro coletivo no dia 18 de setembro, na Zona Rural de Itamarati. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos teriam oferecido bebidas alcoólicas à vítima antes de cometer os abusos sexuais.
O caso chegou ao conhecimento da polícia após uma moradora registrar um boletim de ocorrência. A situação ganhou repercussão no município depois que vídeos que supostamente mostram a violência passaram a circular em grupos de WhatsApp.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a vítima passou por escuta especializada, e exames de corpo de delito confirmaram os abusos.
Em reportagem anterior, a advogada Inory Kanamari, que acompanha familiares da adolescente, afirmou que a vítima não foi responsável pelo registro da ocorrência. Segundo ela, uma mulher não indígena procurou a polícia depois de ter acesso às imagens.
Como denunciar
Informações que possam ajudar a polícia a localizar os suspeitos podem ser repassadas pelos seguintes canais:
DIP de Itamarati: (97) 98443-2058;
Polícia Civil do Amazonas: 197 ou (92) 3667-7575;
Secretaria de Segurança Pública do Amazonas: 181.
A identidade do denunciante será mantida em sigilo.