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São João e Copa do Mundo: ruas de São Luís ganham decoração que une tradição junina e torcida pelo hexa
13/06/2026
(Foto: Reprodução) Ruas de São Luís ganham decoração que une tradição junina e torcida pelo hexa
⚽🎊 Clima junino e torcida pelo hexa: tudo junto e misturado. Em São Luís, o ritmo do São João se juntou com a paixão pelo futebol para criar uma festa em dose dupla.
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Como a Copa do Mundo de 2026 coincide com o período junino, as tradicionais bandeirinhas do Centro Histórico estão de cara nova, unindo duas paixões em um só cenário. A decoração também se estende por outras ruas da capital, como no bairro Tibirizinho e na Rua 12, no bairro Cohab (Veja no final da mtéria a galeria de fotos).
Centro Histórico de São Luís decorado para a Copa do Mundo e São João
Fotos: Hudson Souza
Embora o clima de arraiá verde e amarelo esteja espalhado por quase todo o Centro Histórico, é na famosa Rua do Giz, eleita uma das ruas mais bonitas do Brasil pela revista Casa Vogue, que a decoração ganha um charme especial.
Tradição completa quase 30 anos na Cohab
Do outro lado da cidade, no bairro Cohab, a tradição de pintar o asfalto, pendurar bandeirinhas e vestir as cores do Brasil segue mais viva do que nunca na Rua 12.
A mobilização começou há quase 30 anos, ainda em 1998. Em 2026, o cenário não é diferente, com o verde e amarelo já tomando conta da rua, as bandeiras estão estendidas entre as casas e as camisas da Seleção Brasileira viraram uniforme oficial dos moradores.
Tradição completa quase 30 anos na Cohab
Divulgação/Arquivo Pessoal
A decoração da rua se transformou em um símbolo de união comunitária. Durante os jogos da Seleção, moradores e visitantes se reúnem para acompanhar as partidas e torcer juntos pelo Brasil.
Segundo Paulo Lima, um dos organizadores da ação, a preparação é feita de forma coletiva e envolve praticamente toda a vizinhança. “Desde 1998 a gente faz essa organização. Os moradores contribuem com uma arrecadação e também realizamos rifas, bingos e outras ações para conseguir recursos para a decoração”, explica.
Decoração envolve todos os moradores
Divulgação/Arquivo Pessoal
O que começou como uma celebração da Copa acabou se tornando uma marca registrada da comunidade. Para Paulo, o valor da tradição vai muito além do futebol.
“Isso vem dos nossos avós, passou para os nossos pais e agora está com a gente. Decorar a rua para a Copa, para o São João e até para o Carnaval mostra que continuamos sendo a mesma comunidade que se reunia para jogar vôlei na rua há décadas”, conta.
Mesmo quem já deixou o bairro costuma participar de alguma forma. Alguns retornam para ajudar na pintura, outros colaboram financeiramente ou acompanham a organização à distância. "Todo mundo encontra uma forma de fazer parte", ressalta.
A rotina corrida dos moradores e os custos para produzir toda a decoração estão entre os principais desafios. O preço da tinta e dos tecidos que formam a decoração são divididos entre os moradores, o que exige muito comprometimento de todos. "Conseguir conciliar tudo isso é complicado, mas a gente faz acontecer”, destaca Paulo.
Moradores do Tibirizinho unem a cultura Maranhense e a paixão pelo futebol
Já no bairro Tibirizinho, os moradores se uniram para transformar uma das ladeiras da região em um enorme tapete verde e amarelo, com elementos que unem a cultura maranhense e a paixão pelo futebol, como um Bumba Meu Boi nas cores verde, amarelo e azul.
A iniciativa partiu de Jasf Andrade, morador e integrante do movimento "Sonhos de Quebrada". Com cerca de 700 metros quadrados de pintura, a meta era ousada: criar a maior arte de rua do Maranhão.
Moradores do Tibirizinho unem a cultura Maranhense e a paixão pelo futebol
Divulgação/Arquivo Pessoal
A pintura cobre a rua de ponta a ponta, sem deixar o asfalto à mostra. O resultado tem atraído visitantes de outros bairros, que vão ao local para conhecer a obra e tirar fotos. "Ela parece um tapete, parece que é uma praça. A rua inteira está pintada, e ela é muito grande", orgulha-se o morador.
Nos bastidores, o maior desafio foi a logística. Para concluir a obra de 700 m², Jasf conta que foi preciso coordenar cerca de 50 pessoas trabalhando simultaneamente.
Segundo Jasf, gerenciar cerca de 50 pessoas pintando simultaneamente na rua exige cuidado para evitar acidentes com as tintas ou estragar as artes já finalizadas. Além disso, há a preocupação com a alimentação da equipe, que passa o dia no local.
A ideia inicial do grupo era ter apenas uma via decorada como representante do bairro, mas o sucesso da primeira ladeira fez com que outras ruas pedissem a pintura. Segundo Jasf, a equipe já finalizou os trabalhos em uma segunda avenida principal e iniciou a pintura de uma terceira.
"O objetivo é que abrace a todos, para que a galera se sinta representada quando passar e não fique algo exclusivo, fechado dentro de um gueto. O Tibirizinho vai ficar quase todo colorido", afirma.
O projeto também teve como motivação o resgate de uma cultura forte nas décadas de 1970 a 1990, e que começou a perder força nos anos 2000. Apesar de todo o empenho na decoração, o clima em relação ao desempenho da Seleção Brasileira não é o mesmo de outras épocas.
Moradores do Tibirizinho unem a cultura Maranhense e a paixão pelo futebol
Divulgação/Arquivo Pessoal
Segundo Jasf, os resultados recentes da equipe diminuíram a ansiedade pelos jogos em comparação com as Copas anteriores ao pentacampeonato, em 2002. Hoje, para a comunidade, o evento ganhou um significado muito mais social do que esportivo.
"Esse é o momento de suspender um pouquinho as questões sociais ou financeiras que cada um pode estar passando, e brincar com o lúdico, com a felicidade momentânea que é a Copa do Mundo", conclui.
Veja os detalhes das decorações no Centro Histórico, no Tibirizinho e na Cohab na galeria abaixo:
Centro Histórico, Cohab e Tibirizinho em cenários que misturam o clima do São João e a Copa do Mundo de 2026