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Rio Acre apresenta 1ª vazante após quatro dias acima da cota de alerta na capital
02/04/2026
(Foto: Reprodução) Rio Acre marcou 13,70 metros na manhã desta quinta-feira (2)
De Olho no Rio / Prefeitura de Rio Branco
O Rio Acre apresentou o primeiro sinal de vazante após quatro dias acima da cota de alerta em Rio Branco, com transbordo neste período. De acordo com a Defesa Civil Municipal, o manancial marcou 13,70 metros às 9h desta quinta-feira (2). Apesar da redução, o nível segue 20 centímetros acima da cota de alerta, fixada em 13,50 metros.
Conforme monitoração da Defesa Civil, o manancial ultrapassou essa marca na última segunda-feira (30), quando registrou 13,60 metros na medição das 6h, e desde então vem apresentando elevação e oscilações. A última vez que o rio chegou a cota de alerta foi no dia 29 de janeiro, quando marcou 13,64 metros.
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Ainda na segunda (30), o manancial continuou a subir ao longo do dia e atingiu 14,01 metros às 18h, quando ultrapassou a cota de transbordo, fixada em 14 metros. Esta foi a terceira vez no ano que o rio superou essa marca.
Já na última terça-feira (31), o Rio Acre saiu da cota de transbordo, em menos de 24 horas, quando marcou 13,90 metros meia-noite. Ao meio-dia o manancial havia recuado 13 centímetros e registou 13,84 metros.
Coordenador da Defesa Civil de Rio Branco fala sobre subida no nível do Rio Acre
Dados da Defesa Civil mostram que na quarta-feira (1º), o manancial apresentou estabilidade com pequenas variações ao longo do dia:
6h – 13,85 metros
9h – 13,84 metros
12h – 13,84 metros
15h – 13,84 metros (estabilizou)
18h – 13,86 metros
21h – 13,85 metros
Ainda de acordo com o órgão, não houve necessidade de retirada de famílias desde que o rio ultrapassou a cota de transbordo e recuou.
Além disso, o nível do rio está diretamente relacionado ao volume de chuvas registrado nos últimos dias. Entre a última sexta-feira (27) e sábado (28), choveu quase 50 milímetros na capital. Na terça (31), o acumulado foi de apenas 0,20 milímetro. Já na quarta (1º), o volume chegou a 20,40 milímetros.
Nesta quinta-feira (2), o acumulado registrado até o período desta manhã é de 1,40 milímetro, o que contribui para a redução gradual do nível do manancial.
A média de chuva esperada para março era de 276 milímetros e, segundo o órgão, até quarta (1º) já havia chovido 434 milímetros na capital.
As cotas estabelecidas pela Defesa Civil para o Rio Acre em Rio Branco são:
⚠️ Atenção: 10 metros
🚨 Alerta: 13,50 metros
❗ Transbordamento: 14 metros
Diante da situação, três escolas foram mobilizadas na capital para abrigar as famílias que podem ser ficar desabrigadas por conta da cheia.
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que, após a subida repentina do manancial, no último domingo (29), a Defesa Civil fez o mapeamento de dez bairros que podem ter as primeiras famílias retiradas. (Veja quais são mais abaixo)
"Estamos preparando as escolas Anice Dib Jatene, Alvaro Rocha, Maria Lucia Marin e mais um ginásio para poder acolher situações de vítimas desabrigadas pela inundação do Rio Acre", afirmou.
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Conforme Falcão, após o transbordamento ainda existe uma folga de até 30 centímetros de subida para que as famílias comecem ser retiradas de casa.
"Também estamos fazendo o monitoramento a cada uma hora relacionado à pluviometria e nível do Rio Acre, não apenas em Rio Branco, mas em toda a sua extensão, verificando as possibilidades de velocidade de queda e de aumento em todos os municípios", destacou o coordenador.
Bairros mapeados
Ayrton Sena;
Base;
Seis de agosto;
Cadeia Velha;
Baixada da Habitasa;
Aeroporto Velho;
Taquari;
Cidade Nova;
Quinze;
Triângulo.
Histórico de cheias
Histórico de cheias
A primeira vez que o rio transbordou foi em 27 de dezembro do ano passado e marcou 14,03 metros. Já a segunda foi no dia 16 de janeiro, quando registrou 14,06 metros às 18h. O terceiro transbordamento ocorreu há dois meses, no dia 29 de janeiro, também às 18h.
Após oito dias consecutivos de transbordamento, ainda na primeira cheia em 16 de janeiro, o manancial começou a baixar no dia 24 de janeiro, quando marcou 13,98 metros na medição das 5h.
No entanto, poucos dias depois, o nível voltou a subir e a segunda cheia foi registrada quando o rio transbordou novamente no dia 29 de janeiro. Na ocasião, a elevação foi provocada pelas chuvas registradas na região de cabeceira.
No dia 3 de fevereiro, após quase uma semana em transbordamento, o manancial começou a vazar. Neste período, o maior nível do rio tinha sido registrado no dia anterior, quando marcou 15,44 metros na medição das 9h e atingiu mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente na capital.
Cheia do Rio Acre em março de 2026
Foto: Júnior Andrade/ Rede Amazônica Acre
Além disso, de acordo com monitoramento oficial, o manancial entrou na casa dos 10 metros no dia 7 de fevereiro, quando na medição das 15h o nível marcou 10,93 metros e continuou em queda ao longo do dia.
No dia 9 de fevereiro, depois de quase um mês acima da cota de atenção, o nível do Rio Acre baixou e as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana começaram a retornar para casa. Ao todo, 39 famílias, que somavam 115 pessoas e 26 animais, estavam no parque naquela época.
A capital acreana fechou o mês de fevereiro com volume de chuvas abaixo da média e registrou 114,4 milímetros, conforme levantamento da Defesa Civil Municipal. O índice é o equivalente a 38,1% do esperado para o mês, que era de 300,1 mm.
VÍDEOS: g1