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Parte das medidas dos Correios para enfrentar crise histórica, PDV tem baixa adesão de funcionários
07/04/2026
(Foto: Reprodução) Termina hoje (07/04) prazo para adesão ao programa de demissão voluntária dos Correios
Termina à meia-noite de terça-feira (7) para quarta-feira (8) o prazo de adesão ao Programa de Demissão Voluntária dos Correios. A empresa está em crise histórica.
Os Correios já decidiram que não haverá uma nova prorrogação nem uma nova abertura do programa. O prazo para adesão ao PDV terminava em março, mas diante da baixa procura, a estatal deu mais uma semana para os funcionários.
Com o plano de desligamento voluntário, a empresa esperava que 10 mil funcionários deixassem os Correios em 2026 e outros 5 mil em 2027. O número ainda não está fechado - o PDV só termina à meia-noite -, mas os Correios já sabem que a adesão foi baixa: pouco mais de 3 mil funcionários.
O PDV era uma das medidas do programa de recuperação dos Correios, anunciado no fim de 2025. A estatal quer ainda reorganizar cargos, mexer nos planos de saúde e na previdência dos servidores e leiloar imóveis. Tudo para tentar sair de uma crise sem precedentes: já são 13 trimestres seguidos de déficit.
Parte das medidas dos Correios para enfrentar crise histórica, PDV tem baixa adesão de funcionários
Jornal Nacional/ Reprodução
Os Correios detalharam nesta terça-feira (7) algumas das medidas do plano de reestruturação. Até o momento, 11 imóveis da estatal foram vendidos, com arrecadação de R$ 11 milhões. A empresa espera arrecadar R$ 1,5 bilhão com leilões de imóveis. Os Correios fecharam 127 agências em todo o país. A expectativa é fechar ou reestruturar mil até o fim de 2026. Segundo a empresa, outras medidas do plano adotadas no primeiro trimestre representam uma economia de mais de R$ 500 milhões por ano.
Economistas dizem que é pouco. Até setembro de 2025, o déficit dos Correios era de mais de R$ 6 bilhões. O resultado final de 2025 ainda não foi divulgado, mas a tendência é que o ciclo de prejuízos se mantenha.
“O plano foi ambicioso demais também. Então, as metas foram muito ambiciosas, e por isso não puderam ser cumpridas. Temos que entender que algumas áreas onde os Correios atuam hoje são inviáveis para os Correios", afirma Paulo Feldmann, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP.
“A solução da crise dos Correios é a privatização. A gente não tem como fugir disso. O próprio programa, que já não era suficiente para colocar a empresa no lucro, está sendo cumprido na base de 1/3, 1/4 do que foi almejado. Então, de novo, o prejuízo vai continuar, o contribuinte vai continuar tendo que bancar esse prejuízo, e não há uma solução fácil à vista nesse caminho, pela dificuldade que é para uma empresa estatal fazer uma reestruturação desse tamanho”, diz Armando Castelar, pesquisador associado FGV-IBRE.
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