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Espanha vence a França e é a primeira finalista da Copa
14/07/2026
(Foto: Reprodução) Espanha vence a França por 2 a 0 e está na final da Copa do Mundo
Em uma partida impecável, a Espanha dominou a França, fez 2 a 0 e se classificou para a final da Copa do Mundo.
Uma torcida irreverente, jovem, bem o reflexo da maior estrela da Espanha nesta Copa. Antes da partida, Lamine Yamal postou uma foto em uma rede social - uma referência à vitória sobre a França em 2025 pela Liga das Nações. O jogo chegou a estar 5 a 1 para a Espanha, mas acabou 5 a 4. Confiança ou provocação?
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Pois em campo, aos 20 minutos, o lateral-esquerdo Digne foi afastar a bola e acabou acertando Lamine Yamal, que completou 19 anos na segunda-feira (13). Pênalti, que Oyarzabal bateu forte no canto do goleiro Maignan. Foi o quinto gol do atacante nessa Copa do Mundo, artilheiro da Espanha na competição. E ainda no primeiro tempo, Yamal participou de uma bela jogada com Dani Olmo, mas o zagueiro Upamecano bloqueou a finalização de Fabián Ruiz.
Mas claro que a Espanha tem outras estrelas. A seleção espanhola é conhecida pelo jogo coletivo. E de pé em pé, Dani Olmo deixou Pedro Porro na cara do gol para fazer 2 a 0. Mais uma eficiente jogada coletiva. O lateral disse que, na comemoração, pensou no filho, que não pôde ir ao jogo por estar com febre. Pedro diz que o gol foi para ele, para que amanhã já esteja melhor.
E por pouco a vantagem não aumentou. O gol de Yamal foi anulado por um impedimento daqueles que só a tecnologia é capaz de confirmar. Do outro lado, a estrela maior da França enfim apareceu. O chute de Mbappé acabou desviado e passou perto: 2 a 0, placar final.
Espanha vence a França e é a primeira finalista da Copa do Mundo
Jornal Nacional/ Reprodução
Esta terça-feira (14) é Dia da Queda da Bastilha, que celebra o início da Revolução Francesa. No feriado nacional mais importante da França, a comemoração foi toda espanhola. No dia 14 de julho de 2024, a Espanha foi campeã da Eurocopa, o principal torneio de seleções da Europa. Dois anos depois, na mesma data, essa geração leva o país a uma final de Copa do Mundo, o que não acontecia desde 2010.
O atacante Oyarzabal disse que estão muito felizes e orgulhosos pelo que estão fazendo e que estão a um passo de conseguir algo histórico. Para a França, restou a disputa pelo terceiro lugar. Um torcedor brincou na saída: "O Mbappé estava em campo?".
É a Espanha, confiante e irreverente, agora em busca do segundo título mundial.
Entrevistas
O repórter Nilson Klava acompanhou as entrevistas dos jogadores da Espanha depois do jogo.
"Eles saíram daqui super felizes, com a confiança lá em cima. Até porque derrotaram uma das favoritas. Para muitos, o que a gente viu aqui hoje era uma final antecipada. E todo mundo destacando o trabalho em equipe. Essa é uma marca da seleção da Espanha e do jogo que nós acompanhamos. Uma Espanha que se impôs com o coletivo diante das estrelas da França. Os franceses saíram frustrados, nem passaram ali pela zona mista a caminho do ônibus, onde ficam os jornalistas. E os espanhóis destacaram também uma outra coisa: o jogo. Eles não sofreram gols em mais um jogo, e destacaram o poder dessa defesa. Eles mostraram hoje que a melhor defesa, a melhor estratégia para defender, pode ser manter a posse de bola. Então, os espanhóis destacaram muito isso aqui também. Um time que vai chegar à final tendo sofrido apenas um gol. Uma marca que só foi alcançada em 2006, pela Itália. E a outra marca boa? A Espanha já está há mais de dois anos sem perder jogos oficiais. Vão tentar manter isso no domingo para conseguir a segunda estrela".
Comentários
Júnior e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
Renata Vasconcellos: Campanha brilhante da Espanha. Júnior aqui comigo. Boa noite. Foi uma aula de futebol, né?
Júnior, comentarista: Sem dúvida.
Renata Vasconcellos: E na Copa dos protagonistas, a Espanha mostrou que um time inteiro pode ser o protagonista. É a força do conjunto no futebol.
Júnior: Verdade, Renata. Boa noite a você, boa noite a todos. Hoje, a Espanha fez com a França o que a França vinha fazendo com todos os seus adversários. É o comando do jogo e hoje teve, além desse toque de bola, o toque de bola com um pouco mais de rapidez, para evitar a marcação francesa. E, principalmente, o jogo coletivo. Ele foi fundamental nisso. Uma marcação muito estreita, sem dar tempo para os jogadores franceses pensarem. E, principalmente, não deixando espaço para aqueles contra-ataques franceses que são sempre letais.
Renata Vasconcellos: Então, taticamente, a saída dos espanhóis para conter esse ataque sensação da Copa do Mundo, com a dupla Mbappé e Dembélé e companhia, foi justamente esse toque de bola? A posse da bola?
Júnior: Exatamente. O meio-campo, que teve Rodri e companhia, como os jogadores mais importantes nisso aí. O Yamal não fez uma grande partida, mas deu a sua contribuição. É até difícil achar quem foi o melhor jogador. O melhor jogador hoje foi o time.
Renata Vasconcellos: Foi o time. E qual é o papel, nessa campanha magnífica da Espanha, do técnico? Do Luis de la Fuente, o técnico da Espanha?
Júnior: Primeiro, ele está com esses jogadores há bastante tempo. Conhece minuciosamente tudo aquilo que eles querem, o que eles gostam. E eles acreditaram no treinador.
Renata Vasconcellos: Se não me engano, há uns quatro anos está com eles.
Júnior: Exatamente. Desde 2002. E isso fez com que o conceito de jogo dele pudesse entrar na cabeça dos jogadores com a maior tranquilidade.
Renata Vasconcellos: Doeu para França, sem dúvida nenhuma, perder esse jogo. Mas, inegavelmente, a França vai entrar para a história das Copas porque até aqui jogou muito bonito, com um futebol bonito, ousado. Eles são quase leves em campo. Isso é inegável.
Júnior: Você lembra do encantamento que o torcedor teve com a Holanda em 74? Com o Brasil de 82? Eu acho que o torcedor esse ano se encantou. Eu tive a oportunidade de ver ao vivo esse time, e realmente era um prazer. Uma pena que saiu cedo.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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