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El Niño deve frear temporada de furacões no Atlântico Norte em 2026, diz agência dos EUA
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Imagem de satélite mostra o furacão Erin avançando pelo Atlântico próximo à costa leste dos EUA em 20 de agosto de 2025.
NOAA
O avanço esperado do El Niño no segundo semestre deve segurar a temporada de furacões de 2026 no Atlântico Norte abaixo da média histórica, segundo previsão divulgada nesta quinta-feira (21) pela agência meteorológica dos Estados Unidos (NOAA).
O órgão projeta entre 8 e 14 tempestades tropicais nomeadas no período de 1º de junho a 30 de novembro, das quais 3 a 6 devem atingir a categoria de furacão e de 1 a 3 podem se tornar furacões de grande intensidade.
🌊 ENTENDA: O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico equatorial e altera a circulação atmosférica em escala global.
No caso específico do Atlântico Norte, o fenômeno tende a aumentar o chamado cisalhamento dos ventos em altitude (a diferença de velocidade e direção entre camadas da atmosfera), um mecanismo que dificulta a formação e o fortalecimento dos furacões.
Segundo o NOAA, há 55% de probabilidade de que a temporada fique abaixo do padrão histórico, contra 35% para uma temporada próxima da média e 10% para uma temporada acima da média.
A confiança nas faixas projetadas é de 70%, de acordo com a agência.
Agora no g1
Em média, a região registra 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três furacões de grande intensidade por temporada.
São classificados como tempestades tropicais nomeadas os sistemas com ventos sustentados a partir de 63 km/h.
Furacões têm ventos a partir de 119 km/h, e os de grande intensidade — categorias 3, 4 e 5 — ultrapassam 178 km/h.
A previsão considera também elementos que poderiam favorecer a atividade ciclônica.
As águas do Atlântico devem permanecer ligeiramente mais quentes do que a média, e os ventos alísios estão projetados como mais fracos do que o normal — condições que, isoladamente, ampliariam a chance de formação de tempestades.
O peso atribuído pelo NOAA ao El Niño, porém, é maior na composição final da previsão.
"Embora o impacto do El Niño na bacia do Atlântico tenda a suprimir o desenvolvimento de furacões, ainda há incerteza sobre como cada temporada vai se desenrolar", afirmou o diretor do Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, Ken Graham.
Segundo ele, "basta uma tempestade para tornar a temporada muito ruim".
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