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Cuba vai racionar combustíveis diante de bloqueios impostos pelos EUA
06/02/2026
(Foto: Reprodução) EUA anunciam ajuda humanitária de US$ 6 milhões para Cuba
O governo de Cuba anunciou nesta sexta-feira (6) que vai adotar medidas de racionamento de combustíveis após os Estados Unidos adotarem ações para bloquear o envio de petróleo à ilha.
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Cuba enfrenta escassez de petróleo desde que os EUA capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro e passaram a impedir o envio de combustíveis para o país. O presidente Donald Trump assinou uma ordem que prevê tarifas contra países que exportarem petróleo para a ilha.
Nos últimos dias, Cuba tem registrado apagões em larga escala. Segundo dados da empresa belga Kpler, publicados pelo Financial Times, o país tem petróleo suficiente para apenas mais 15 a 20 dias.
De acordo com o ministro do Comércio, Oscar Fraga-Pérez, o governo vai priorizar o uso de combustível para serviços essenciais, como saúde, defesa e os sistemas de abastecimento de alimentos e de água.
Os setores agrícola e de turismo também serão priorizados. O ministro dos Transportes, Eduardo Rodríguez, afirmou que voos nacionais e internacionais estão mantidos.
Para tentar contornar o bloqueio imposto por Trump, o governo anunciou que vai descentralizar a importação de combustíveis, permitindo que qualquer entidade com capacidade para importar o produto possa fazê-lo.
O governo disse ainda que o país vai continuar gerando eletricidade e reforçar os investimentos em produção de energia solar.
O ministro do Trabalho, Jesus Otamendiz, afirmou que o plano de contingência inclui a garantia do pagamento de um salário básico aos trabalhadores estatais durante a crise.
Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (5) o envio de US$ 6 milhões em ajuda humanitária para a ilha. Os recursos, segundo Washington, têm como objetivo reduzir os prejuízos causados pelo furacão Melissa, que atingiu Cuba em outubro.
O vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossio, classificou a medida como hipócrita.
“É bastante hipócrita aplicar medidas coercitivas draconianas, negando condições econômicas básicas a milhões de pessoas, e depois anunciar sopa e comida enlatada para poucos”, escreveu de Cossio nas redes sociais.
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